Começa sempre com um gesto simples. Ler o guia de normas da sua instituição do início ao fim. É nele que está o mapa do caminho. Encontrará indicações sobre margens, tipo de letra, tamanho, espaçamento, paginação, regras para tabelas e figuras, bem como o estilo de citação exigido. Pode parecer aborrecido, mas a leitura atenta poupa-lhe horas de correções mais tarde e evita que detalhes formais estraguem um conteúdo sólido.
Depois de conhecer as regras, crie um documento-modelo. No Word ou no Google Docs, defina as margens pedidas e escolha a fonte recomendada. Em muitas faculdades portuguesas a preferência recai em Times New Roman ou Calibri com tamanho 12 no corpo do texto e 10 nas notas de rodapé. Estabeleça o espaçamento entre linhas, que costuma ser 1,5 no texto principal, e alinhamento justificado. Guarde este ficheiro como base para todos os capítulos. Evitará incoerências quando começar a juntar secções escritas em momentos diferentes.
O passo seguinte é dominar os Estilos. Títulos de nível 1, 2 e 3 não servem apenas para o texto ganhar hierarquia visual. Os estilos permitem gerar automaticamente o índice com numeração coerente, além de facilitarem a navegação de quem o lê. Use o estilo Normal para o corpo do texto, reserve Título 1 para capítulos e assim por diante. Não formate títulos à mão. Se alterar um estilo, a mudança propaga-se a todo o documento e mantém a uniformidade.
A paginação merece atenção especial. Muitas instituições pedem que as páginas anteriores ao capítulo introdutório sejam numeradas em algarismos romanos e que a numeração em algarismos árabes comece apenas a partir da Introdução. Para fazer isto corretamente, insira quebras de secção e defina a numeração adequada para cada parte. Verifique ainda a posição do número de página. Normalmente coloca-se no canto inferior direito, mas nem sempre. Se tiver uma capa com elementos gráficos, deixe-a fora da numeração.
Quanto às citações e referências, siga apenas um estilo e siga-o com rigor. A instituição poderá pedir APA, IEEE, Vancouver ou um estilo próprio. O segredo está na consistência. Use um gestor bibliográfico, como Zotero ou Mendeley, para inserir citações no texto e gerar a bibliografia final. Configure o estilo exigido e resista à tentação de ajustar manualmente cada referência. Se a instituição publicar um modelo de referência para fontes menos comuns, como relatórios técnicos ou legislação, guarde- o à mão e aplique-o de forma uniforme.
As tabelas e figuras devem ter legendas completas e fonte de dados quando aplicável. Coloque a legenda por cima nas tabelas e por baixo nas figuras, salvo indicação contrária do guia. Ative a numeração automática através de legendas com rótulos. Assim poderá criar uma lista de tabelas e uma lista de figuras com um clique, o que simplifica a revisão e evita números trocados após cortes e inserções.
Não ignore os elementos pré-textuais. A ordem típica inclui capa, folha de rosto, resumo e palavras-chave em português e inglês, agradecimentos, índice e listas auxiliares. O guia dirá a sequência exata e o limite de palavras. Escreva o resumo como um pequeno retrato do trabalho. Objetivo, método, resultados e conclusão numa única página clara. Evite frases vagas. Um bom resumo melhora a primeira impressão e ajuda a banca a compreender rapidamente o alcance do seu estudo.

Na formatação do corpo de texto, vigie as quebras de página e as linhas soltas no início ou no fim da página que perturbam a leitura. Ative as opções de controlo de linhas no processador de texto. Cuide também das abreviaturas. Se usar muitas, construa uma lista de siglas. Coloque-a depois do índice. Sempre que aparece uma sigla pela primeira vez, escreva o nome por extenso seguido da sigla entre parêntesis.
Os apêndices e os anexos têm funções diferentes. Apêndices contêm material produzido por si, como instrumentos de recolha de dados. Anexos incluem material de terceiros, como leis ou formulários oficiais. Numere-os por ordem de entrada no texto e registe cada item no índice. Esta divisão torna o trabalho mais transparente e respeita as normas de autoria.
Antes de finalizar o documento, faça uma leitura técnica pensada para a forma. Procure inconsistências em títulos, espaços duplos, pontuação e grafia. Corrija a hifenização automática quando quebra palavras de forma pouco elegante. Atualize o índice e as listas com o botão de atualizar campos. Exporte um PDF com hiperligações ativas no índice, pois facilita a consulta por quem avalia.
Para terminar, mantenha por perto uma checklist mínima inspirada no guia da sua instituição:
✔ Estilos aplicados a todos os níveis de título
✔ Margens, fonte, tamanho e espaçamento de acordo com a norma
✔ Numeração correta de páginas, capítulos, tabelas e figuras
✔ Citações e bibliografia geradas pelo gestor e validadas pelo estilo exigido
✔ Índice e listas atualizados, anexos e apêndices completos
O resultado deste percurso é um documento que respira ordem e profissionalismo. A forma não é inimiga do conteúdo. Pelo contrário, amplifica-o. Quando segue as normas da sua instituição com método e atenção, o leitor concentra-se nas ideias e nos dados. A banca lê melhor, avalia com mais justiça e a sua investigação ganha clareza. Formatar não é um castigo. É a última etapa de cuidado autoral antes de dar o seu trabalho ao mundo académico.
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